Em entrevista à SIC Notícias, o ex-presidente da Câmara de Lisboa e Secretário Geral do PS, António Costa, falou sobre o futuro do jogo em Portugal, defendendo um posicionamento favorável à manutenção do monopólio por parte da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
A temática do jogo foi abordada aquando da questão do jornalista Paulo Garcia, rosto do programa "O Dia Seguinte", que perguntou se, na eventualidade de chegar ao governo, haveria a permissão para que as casas de apostas pudessem ser patrocinadoras oficiais do desporto português, em geral, e, em particular, do futebol ou se, em alternativa, se manteria a regra atual, segundo a qual as casas de apostas não podem apoiar financeiramente as instituições desportivas.
Perante esta questão e, mesmo sendo detentor do conhecimento de que a nova lei, já publicada em Diário da República, prevê a atribuição de licenças legais às casas de apostas, António Costa defendeu a ideia de que a Santa Casa da Misericórdia deveria manter o monopólio dos jogos em Portugal. Segundo o Secretário Geral do PS, o financiamento da Santa Casa da Misericórdia tem uma importância superior no que diz respeito à angariação de receitas para aplicação posterior em obras de pendor social e cultural, não sendo necessário proceder a uma mudança. No seu discurso, António Costa afirmou mesmo achar positiva "a concentração dessas formas de angariação de receita, para financiar a cultura, a ação social e o turismo", ao que acrescentou: "acho que se deve manter".
Desta forma, o líder do Partido Socialista rejeitou a possibilidade de que as casas de apostas se tornassem patrocinadoras oficiais de clubes e outras entidades desportivas, fechando a porta para que estas se tornassem financiadoras da Liga de Clubes, que se tinha, previamente, mostrado agradada com a possibilidade de receber novos apoios financeiros.