A Companhia Amaya anunciou hoje a sua intenção de lançar uma plataforma de poker, casino online e apostas desportivas no mercado nacional, estando apenas a aguardar o principio da emissão de licenças. Este anúncio por parte da marca mãe, vem, desta forma, mostrar que a Poker Stars tem o desejo de retornar ao mercado português de jogos e apostas online.
Aquando da aplicação da nova legislação, em Julho de 2015, esta empresa tinha já anunciado que pretendia estar entre os primeiros a retomar a sua posição no mercado, assim que as licenças necessárias para o funcionamento das plataformas online começassem a ser emitidas pela Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ). Além do desejo de retornar ao mercado de jogos online nacional, em conversação com investidores posteriormente à publicação da análise de resultados FY15, o gestor David Baazov avançou ainda que a empresa estava a ponderar o relançamento no 3º trimestre, estando apenas dependentes da avaliação e emissão de licenças por parte das entidades responsáveis.
A empresa mãe Amaya tinha já mostrado o interesse no potencial lançamento, em solo luso, do casino e apostas desportivas online juntamente com o já conhecido espaço dedicado ao poker. O interesse demonstrado, no entanto, vinha sempre acompanhado de uma nota de dúvida, o que deixou em aberto as expetativas relativamente à real implementação da ideia. Apesar das reticencias demonstradas pela empresa no que a isto diz respeito, David Baazov mencionou, durante um ponto de situação, que, de facto, investir no lançamento destas duas modalidade online noutros países e locais fazia, de facto, parte da agenda da Amaya.
Perante a oportunidade de um retorno ao mercado online nacional, no entanto, nem todas as operadoras mostraram o mesmo entusiasmo de Amaya, havendo algumas plataformas anteriormente implantadas no meio que pretendem manter-se fora do mercado português. Entre estas empresas existem alguns nomes sonantes como a PKR e a William Hill.
A nova legislação portuguesa foi publicada em Abril de 2015 e entrou em vigor em Julho do mesmo ano, obrigando as plataformas de jogo e apostas online a desativarem os seus serviços, mediante a obrigação de obtenção de licenças legais para poderem atuar. Ainda sem quaisquer licenças emitidas, estes novos regulamentos têm sido alvo de criticas, que reprovam a demora no avanço no processo, os planos de imposto previsto para as operadoras (30% dos lucros feitos em apostas) e o regime fechado que, pelo menos nos primeiros tempos, se prevê para Portugal.